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Márcia Rubin retorna aos palcos após 15 anos em “No Entanto Ela se Move”, espetáculo que une teatro, dança e astronomia no Rio



Depois de 15 anos afastada dos palcos como intérprete, a premiada bailarina, coreógrafa e diretora de movimento Márcia Rubin volta à cena em um espetáculo que promete atravessar teatro, dança e ficção científica para refletir sobre o tempo, o corpo e os mistérios do universo. A artista divide o palco com Juracy de Oliveira em “No Entanto Ela se Move”, montagem que estreia no dia 4 de junho, no Mezanino do Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro.

Com direção de Dadado de Freitas e dramaturgia assinada por Pedro Kosovski, a peça parte de uma das frases mais simbólicas atribuídas a Galileu Galilei: “No entanto, ela se move”. A expressão, historicamente associada ao movimento da Terra, ganha novos significados no espetáculo, que investiga tudo aquilo que continua em transformação, seja no corpo, no tempo ou nas relações humanas.

Em cena, Márcia e Juracy ocupam um espaço em constante trânsito, onde os movimentos dos corpos dialogam com órbitas, gravidade e deslocamentos celestes. A proposta é construir uma experiência sensorial e poética, aproximando conceitos científicos de reflexões sobre a própria existência. A dramaturgia aposta em histórias fragmentadas e imagens cênicas inspiradas na dança dos astros para aproximar o microscópico do infinito.

O projeto também marca um encontro inédito entre Dadado de Freitas e Pedro Kosovski, dois nomes reconhecidos da cena teatral contemporânea. Vencedor do Prêmio Shell de Direção 2025 por “Arqueologias do Futuro”, Dadado destaca que a dança funciona como base da narrativa e surge como uma metáfora da relação humana com o cosmos. “Se somos feitos de poeira de estrelas, dançar, de algum modo, corresponde a uma dança cósmica”, afirma o diretor.

O retorno de Márcia Rubin, no entanto, aparece como um dos pontos centrais da montagem. Celebrando quatro décadas de trajetória artística, a bailarina revisita movimentos inspirados em coreografias de seu próprio repertório, transformando memória corporal em dramaturgia. Premiada ao longo da carreira e responsável pela preparação de gerações de artistas, ela não subia ao palco como intérprete há uma década e meia.

“Muito bom voltar à cena e poder dar corpo e voz às questões que me movem nesse momento. Como permanecer em pé, como abrir brechas e dilatar o tempo em meio a essa super aceleração que estamos vivendo”, afirma Márcia sobre o reencontro com o palco.

A pesquisa do espetáculo também mergulhou no universo da astronomia. Parte do processo criativo levou os artistas ao Observatório Nacional, no Rio de Janeiro, onde conheceram a Luneta 46, maior telescópio do Brasil, inaugurado em 1922 e visitado por Albert Einstein durante sua passagem pelo país. O espaço também serviu de cenário para as imagens oficiais da peça, reforçando a conexão entre arte, ciência e imaginação.

Selecionado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, “No Entanto Ela se Move” terá sessões até o dia 28 de junho, incluindo apresentações acessíveis em Libras e ajustes especiais na programação por conta dos jogos da Copa do Mundo.





Fonte:www.glp4.com

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